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Castas

Castas

 

Numa área total de vinha de cerca de 127 hectares, as castas tintas compreendem cerca de 105 hectares e as brancas 22 hectares. Escolhemos as mais nobres castas nacionais e estrangeiras, que melhor se adaptam ao nosso "terroir".

 


 




Castas Tintas

Alfrocheiro

Dá origem a vinhos de cor rica e profunda, aromas a amoras, flores silvestres e especiarias. Na boca tem uma boa estrutura, taninos poderosos e uma agradável acidez. Os seu varietais são muito apreciados.
 

Tinta Caiada

Apresenta um cacho de tamanho médio, com uma forma cilíndrico-cónica e muito compacto. Casta vigorosa, de porte erecto, não é muito fértil em poda curta. É sensível à podridão. Produz um vinho pouco alcoólico, com boa cor e adstringente. Conhecida na Estremadura de Portugal como Monvedro, a Tinta Caiada, juntamente com as castas Tinta Aragonez e Trincadeira, são a base da composição da maioria dos vinhos tintos alentejanos.
 

Touriga Nacional

É uma excelente casta, com características únicas e muito apreciadas. O seu impacto nos consumidores é extraordinário, pois os seus vinhos têm uma cor profunda e aromas característicos a amoras e flores (violetas). Os taninos são fortes e potentes mas elegantes, o que permite um envelhecimento em garrafa.
É uma casta muito exigente na vinha e com poucos cachos por videira, originando rendimentos muito baixos e, consequentemente, preços mais elevados nos seus vinhos.
 

Trincadeira

No Alentejo e em algumas áreas do Ribatejo, origina vinhos com uma boa concentração de cor e aromas frutados com notas vegetais (erva fresca). Na boca é suave, mas com bons taninos que permitem evoluir em garrafa. Com a idade, os vinhos de Trincadeira ganham aromas a compota, ameixa preta e também a especiarias, como canela e cravo da Índia.
No Alentejo é habitualmente usada com Aragonêz formando um par de sucesso.
 

Aragonêz

Adapta-se a solos arenosos, xistosos ou argilosos e calcários, e a climas secos e quentes. A sua acidez é normalmente reduzida, daí ser loteada com castas com maior teor em ácidos, que originam vinhos muito mais equilibrados.
Apresenta aromas a amoras silvestres e a framboesa nas regiões menos quentes, enquanto que nas mais secas, os aromas vão das ameixas pretas e compotas a especiarias. Os vinhos são normalmente elegantes, encorpados com taninos sólidos e cheios de fruta.
 

Alicante Bouschet

A região onde é mais cultivada é no Alentejo, onde chegam a existir videiras com mais de 100 anos. Alguns dos melhores vinhos da região devem a sua qualidade ao Alicante Bouchet, pois acrescenta-lhes cor, estrutura, concentração e longevidade. Hoje em dia, o Alicante Bouchet, que é considerado o "sal e pimenta" dos vinhos alentejanos, tem aumentado a sua área nesta região, onde forma parte dos lotes com Aragonêz e Trincadeira.
 

Cabernet Sauvignon

Os vinhos são normalmente escuros com sabor intenso a groselha preta, mirtilos, amoras, cerejas, ameixas, pimento verde, eucalipto e a cedro, dependendo, entre outros factores, do "terroir" onde é produzido.

Os vinhos desta casta possuem taninos nobres que permitem dar aos vinhos uma certa longevidade, apresentando grande aptidão para o estágio em barricas novas de carvalho, que confere ao aroma um toque abaunilhado e amacia os taninos mais irreverentes, tornando o vinho mais aveludado.
 

Merlot

A sua estrutura mais delicada não permite que, como vinho elementar, tenha a longevidade dos vinhos de Cabernet Sauvignon, apesar da grande complexidade que podem atingir com o envelhecimento em garrafa.

O aroma é normalmente caracterizado por possuir notas de cereja e groselha podendo, ainda, lembrar o café torrado. Esta casta produz vinhos suculentos e aveludados, de sabor a ameixas e que atingem a maturação mais cedo.
 

Syrah

Os seus vinhos são muito apreciados nacional e internacionalmente. São densos, corpulentos, de cor carregada e duradouros. Podem ter um odor a pimenta preta ou mesmo a borracha queimada.
 

Um clima quente e seco é indispensável ao florescimento e frutificação desta uva tinta. Ao contrário de muitas castas, há nela uma estreita relação entre a sua poda severa e a eventual qualidade do vinho. Atreita à couloure (derrame do pólen), a sua fecundação é potencialmente pobre, daí a opção por produções limitadas.

 

Castas Brancas

Antão Vaz

Hoje em dia, os produtores dão ao Antão Vaz um papel predominante nos seus vinhos brancos. Os melhores vinhos da região têm Antão Vaz como base, sendo, por vezes, loteados com Arinto. Nos anos mais recentes alguns produtores obtiveram excelentes resultados com esta casta fermentada em barricas de carvalho.
 

Arinto

Embora com uma acidez elevada, tem um sabor delicado e um aroma floral. Á semelhança de algumas castas brancas internacionais, produz bons resultados quando fermentada em barricas de carvalho. Com a evolução em garrafa desenvolve notas citrinas e resinosas, que deram fama aos brancos velhos de Bucelas.
 

Chardonnay

Produzida em clima frio, sem estagiar em madeiras de carvalho, origina um vinho mais pálido, mais ácido e com travo a maçã. Num clima mais quente, o travo do Chardonnay evolui para pêssego e melão.
 

A personalidade que imprime aos vinhos - reconhecida por qualquer enófilo mesmo principiante - associada a uma boa produtividade e a um grande poder de adaptação às condições climatéricas mais adversas, justificam o seu sucesso em todo o Mundo.